Quando eles somos nós

O António José Seguro da Madeira (Vítor Freitas) é bem mais crítico do José Sócrates insular (Alberto João Jardim) do que o verdadeiro Seguro em relação ao Sócrates parisiense. O PS continental diz que podemos remar contra o lodo se nos agarrarmos a almofadas; os socialistas da Madeira, que também procuram almofadas onde se enfronhar, não são míopes e dizem que o lodo é atirado pelo Sócrates madeirense, cujo «desvario financeiro» conduziu a um «estado catastrófico de insolvência» que «tem como resultado um plano de sacrifícios imposto aos madeirenses» (1).

Imposto por quem? Pela Merkel portuguesa, Vítor Gaspar, que tem no Manuel Alegre insular (Gabriel Drumond, dirigente do PSD-Madeira) um crítico veemente. Diz o poeta ilhéu que a Merkel e o Sarkozy (Passos Coelho) do continente são «um bando de malfeitores», que têm «um padrinho» que é o Durão Barroso de Belém (Cavaco Silva). Segundo o Alegre funchalense, «ou aqueles cavalheiros [da “União Europeia” tuga] tomam juízo, ou então [nós, Madeira; leia-se Portugal] temos que ir para a separação» (2). A não ser, claro, que venham daí lusobonds (3).

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